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sábado, 21 de junho de 2014

A magia dos livros

                     

"Os livros são metade dos sonhos que tu tens."
                                                      José Jorge Letria

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Livro na estante



Opiniões:

“Gostei muito de ler o livro Recados da Mãe, pois ajudou-me a perceber que a qualquer momento podemos ficar sem uma pessoa que amamos e, em consequência disso, temos de crescer rapidamente para conseguirmos o melhor para a nossa vida.”

Ana Maria Silva, 10º CT2


“Esta obra mostra-nos o quanto é difícil perder um dos pais, principalmente quando o outro não se interessa por nós. Além disso, revela como pode ser essencial a cumplicidade entre irmãos. As duas personagens principais enfrentaram muitos obstáculos e mantiveram-se unidas, conseguindo ultrapassar todas as dificuldades. Assim, este livro mostra que, se ficarmos unidos, a vida torna-se mais fácil.”
Jéssica Carvalho, 10º CT2


Este é um livro especial que espera por ti aqui, na tua Biblioteca!   J

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Os ciganos


Se reparares, este livro tem uma particularidade, tem dois autores, um já falecido e outro vivo! Trata-se de uma obra inacabada de Sophia de Mello Breyner Andresen, entretanto terminada pelo seu neto, Pedro Sousa Tavares.                             
                           

Entre os milhares de papéis da minha Mãe com que lidei nos últimos três anos existiam, evidentemente, vários inéditos. Um deles era este início de um conto, já intitulado Os ciganos.  Foi localizado, entre os papéis do espólio, na primavera de 2009. (…) Tendo em conta a evolução da caligrafia, foi possível, por comparação, situá-lo em meados dos anos 60" ( Maria Andresen de Sousa Tavares)

                  Começou Sophia: "Era uma casa muito desarrumada onde morava um rapaz muito desarrumado. E o rapaz tinha a impressão de que não fora feito para morar naquela casa.(...) Ele estava preso nos muros da sua casa, nos horários dos seus relógios e nas ordens da sua família ."
 Ruy sentia-se sufocado dentro dos muros da sua casa e da atenção de todos, o que não o deixava respirar liberdade. Até que um dia um circo de ciganos o veio despertar dessa insatisfação em que vivia e, à revelia de todos, " Ruy seguiu os ciganos" e  refugiou-se na carroça  deste grupo nómada. 
Continuou Pedro Sousa Tavares:" Nesse instante, as pernas saltaram-lhe para a frente, como se o corpo fosse agora uma marioneta, obedecendo a alguma força superior" e torna-se um gadjó, um " que não é igual a nós". 
 O resto..., bem, o resto da história está à tua espera na tua BE!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Livros na estante da BE - A Casa das Bengalas - António Mota



(…)  - A Custódia era uma boa mulher. Ficou viúva muito cedo e sem filhos. Depois casou-se pela segunda vez com o Avelino, que sabia tocar concertina; era negociante de milho e era muito gordo. O casamento durou meia dúzia de anos, ou nem isso, porque o Avelino morreu de repente com um ataque cardíaco. Foi a meio da missa do domingo que isso aconteceu. O padre Agostinho estava a pregar e de repente o Avelino caiu para o lado. Morreu como um passarinho.
- Depois ela casou-se outra vez? – perguntei eu, entusiasmado com a história.
- Não sejas parvo!
- Mas podia acontecer…
- Cala-te!
Tendo em conta as dores de cabeça de minha mãe, calei-me.
As histórias que os velhos contam, às vezes, têm piada. Se eu, mais tarde, resolver fazer uma novela, acho que já tenho uma bela poupança de casos que posso relatar. Acho que seria interessantíssima esta cena da Custódia a gritar no meio da igreja apinhada de gente em total silêncio:
“ Meu gordinho, minha bola de Berlim, porque é que caíste neste chão frio? Adeus, Avelininho…adeus, segundo amor da minha vida!”
E foi então que minha mãe perguntou, farta de saber que não havia resposta para uma questão aparentemente tão simples:
- E agora quem é que vai tomar conta do meu pai?
Meu pai ficou com a colher de sopa no ar e eu pus-me a olhar para as flores azuis do prato. Depois, lembrei-me das violetas que havia num canto do quintal do avô. Eram as suas flores preferidas porque, explicava ela, sem eu entender muito bem o que ele queria dizer com aquilo, “ as violetas avisam os homens que estamos aqui de passagem, mas isso não nos impede que cheiremos bem enquanto por cá caminharmos”
Um dia, escrevi textualmente este pensamento num teste de português. Pelo esforço despendido, recebi de presente oito pontinhos de interrogação. Auto-confortei-me: não é toda a gente que se pode dar ao luxo de ter um avô que mora em Torna-Ó-Rego e diz coisas tão filosóficas. A stôra não pertencia, com toda a certeza, ao grupo minoritário dos que têm um avô parecido com o meu. (…)