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terça-feira, 24 de junho de 2014

Quem foi Charlot?



Charlie Chaplin (1889 -1977) foi um ator, realizador, produtor, humorista, empresário, escritor, comediante, dançarino, argumentista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e pantomima. É bastante conhecido pelos seus filmes O Imigrante, O Garoto, Em Busca do Ouro, O Circo, Luzes da Cidade, Tempos Modernos, O Grande Ditador, Luzes da Ribalta, Um Rei em Nova Iorque e A Condessa de Hong Kong.
Influenciado pelo trabalho dos antecessores - o comediante francês Max Linder, Georges Méliès, D. W. Griffith Luís e Auguste Lumière - e partilhando o trabalho com Douglas Fairbanks e Mary Pickford,  influenciou  comediantes e cineastas como Federico Fellini,  Peter Sellers, Marcel Marceau, Jacques Tati, Rowan Atkinson, Johnny Depp, Michael Jackson, Harold Lloyd, Buster Keaton e outros diretores e comediantes. É considerado por alguns críticos o maior artista cinematográfico de todos os tempos, e um dos "pais do cinema", junto com os Irmãos Lumière, Georges Méliès e D.W. Griffith.
No livro sobre Chaplin "A Life", Martin Sieff escreve: "Chaplin não foi apenas 'grande', ele foi gigantesco. Em 1915, ele estourou um mundo dilacerado pela guerra trazendo o dom da comédia, risos e alívio enquanto ele próprio se estava  dividindo ao meio pela Primeira Guerra Mundial. Durante os próximos 25 anos, através da Grande Depressão e da ascensão de Hitler, ele permaneceu no emprego. Ele foi maior do que qualquer um. É duvidoso que algum outro indivíduo tenha dado mais entretenimento, prazer e alívio para tantos seres humanos quando eles mais precisavam."
Pela sua inigualável contribuição ao desenvolvimento da sétima arte, Chaplin é o mais homenageado cineasta de todos os tempos, sendo ainda em vida condecorado pelos governos britânico (Cavaleiro do Império Britânico) e francês (Légion d 'Honneur), pela Universidade de Oxford (Doutor Honoris Causa) e pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos (Oscar especial pelo conjunto da obra, em 1972).
 Fonte: wikipedia.org/wiki/Charlie_Chaplin





quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sonhar duplamente...


Ler é sonhar pela mão de outrem.
                                                 Fernando Pessoa






                     Ilustrações de Pedro Sousa Pereira




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Nadir Afonso


Exposição de Ana Torgo: o retorno à identidade originária


A artista, Ana Torgo, e a sua mãe


Na inauguração da exposição de Ana Torgo na Porta 43, Gatilho, tive oportunidade de fruir os quadros da artista e de conversar com ela.


A  sua pintura é o espelho da sua alma, das suas vivências e da sua sensibilidade. Para além do contraste  cromático que cada pintura evidencia, há outros elementos pictóricos invariantes: os animais não humanos, como o porco, a tartaruga, o cão com rosto de esfinge, o bode. Trata-se de assumir o prolongamento e a identidade ancestral ou originária do ser do homem na sua dimensão mais profunda, a sua raiz animal.



Por outro lado, capta-se a dialéctica de contrários que criam uma intensidade em cada tela desenhada e pintada: morte/vida, real/imaginário, profano/místico. Como refere a artista “Somos seres de opostos”. Esta dualidade reenvia o contemplador para uma ambiência de alguma surrealidade, através da qual  o “eu” artista se dilata por múltiplos “eus”.   


Nenhuma obra possui título, o que é bastante curioso. Ana Torgo justificou esta ausência, afirmando que “um título não seria suficiente”, tal como não se pode condensar uma vida num ano, dia, hora ou minuto.  em este indício de leitura ou de interpretação, o fruidor  é conduzido pela sua imaginação a  procurar o “seu” título. 


Destacaria, por fim, o facto de Ana Torgo, manifestar que “não se preocupa em viver em busca de respostas”. E para quê? 
Afinal, cada quadro encerra múltiplas interpelações. A obra de arte é questionamento incessante. 
Uma exposição imperdível. 

EXPOSIÇÃO DE JÚLIO CUNHA: A DIALÉCTICA DA DESTRUIÇÃO-CRIAÇÃO

O artista, Júlio Cunha



A exposição do artista Júlio Cunha, na Porta 43, é uma retrospectiva de trabalhos desde 1998 até 2014. 
Utilizando uma diversidade de suportes materiais (tela, azulejo, prato, vidro, madeira) o artista desvela a complexidade da sua criação, revelando-se-nos. Júlio Cunha crê que, tal como os artistas clássicos, não deve estar confinado a um único material porque a essência/força criadora é potenciação plural, não devendo ser mutilada.






Nesta exposição há um rosto que se me impôs, cuja forma é pontiaguda, e que segundo Júlio Cunha teve como musa inspiradora Louise Brookes, uma actriz americana, notabilizada nos anos vinte. 
Se seguirmos o traço do artista, com uma reminiscência picassiana, na pintura com o nome da famosa actriz, percebe-se que o cabelo, meticulosamente (des)ordenado, acompanha a linguagem do rosto, quer dizer, é um prolongamento do todo que constitui a pintura corporificada na tela. Nesta medida, não há elementos dissonantes, há formas dinâmicas que estabelecem entre si, não uma relação de ruptura mas uma relação de continuidade.




O processo criativo de Júlio Cunha é intenso, hiperbólico, desenrolando-se sob o paradigma da “criação-destruição”. Antinomia deliciosa e real. Com efeito, o artista atira frequentemente as suas obras para o chão … criador. Deita-as por terra, abandonando-as aparentemente, para as recuperar e recriar posteriormente. É como se elas se desenvolvessem secretamente até atingirem a maioridade ou maturidade. O artista não se desvincula delas, sabe-as dentro de si, onde inconscientemente ocupam e laboram no seu universo mental. 

As frases inscritas nas telas são pequenas criações, da criação maior que é a obra, aparecendo, segundo Júlio Cunha, tal e qual a escrita automática dos surrealistas, por associação imediata.






E os títulos despertam o imaginário dos fruidores, incitando-os a assumirem o papel activo de inventores de histórias urdidas no decorrer deste jogo dialéctico entre a proximidade e a criação da obra pelo artista e a proximidade e a recepção da obra pelo espectador.
São dois imaginários que confluem e se enriquecem, transformando-se. Eis o papel da Arte: transformar o homem e o mundo. 
É imperiosa uma visita a esta exposição. Até ao fim do mês.





quinta-feira, 10 de abril de 2014

Na Porta 43 da Gatilho há um Convite...




A Gatilho apresenta, mais uma vez, ao público uma exposição de pintura e desenho com dois artistas amarantinos, Júlio Cunha e Ana Torgo. 


Júlio Cunha, "It's on again", 2014


Pintura de Ana Torgo



Dia 12, pelas 15 horas, entra na Porta 43. 
A exposição estará patente ao público até ao final do mês de maio de quinta-feira a domingo da 14h00 às 19h00.

Durante o evento será lançado o novo número da Gatilho Fanzine.Os Leopardskin vão marcar presença no evento.
Estás convidado(a).





sexta-feira, 28 de março de 2014

Campeonato de Poesia

É no dia 7 de Abril que se inicia o 7º CAMPEONATO DE POESIA, uma prova semanal, com dez jornadas, de produção escrita - e 100% online.
O prémio para o vencedor é a publicação, sem quaisquer custos, de uma obra da sua autoria - por parte da Chiado Editora.
Todos os participantes terão também um texto seu, escolhido entre todos os que produzir para a prova, publicado numa colectânea a editar também pela Chiado Editora.
O júri é composto por Sara Câmara Leme, tradutora, Rui Miguel Mendonça, jornalista (Sport TV) e Pedro Chagas Freitas, escritor.

Inscrições através do e-mail pedrochagasfreitas1@gmail.com
In https://www.facebook.com/pedrochagasfreitas

domingo, 23 de março de 2014

A Fotografia também é poética!

EXPOSURE - A competition celebrating the power of the image



Está a decorrer uma competição internacional de fotografia cuja votação é on-line. Há um português, João Esteves, professor e amante da fotografia, em competição. 
Acedam ao link https://johnnymig.see.me/exposure2014 e, se gostarem das belíssimas fotografias de João Esteves, votem. Para esse efeito terão que se registar no site. A votação termina dia 30 de março.



 Fotografias de João Esteves

terça-feira, 18 de março de 2014

Participa na Semana da Leitura!












Hoje iniciou-se a Semana da Leitura na ESA.
Visita a feira do livro na BE e a exposição de pintura de artistas conceituados, entre os quais alguns professores da ESA!
É claro que o grande evento de abertura da Semana da Leitura foi a vinda do escritor João Tordo. Mas sobre ele, a BE escreverá mais logo...
Entretanto, um B a triplicar:
      BE                          Boas Leituras                 Boa Semana

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Gostas de escrever?


Até 31 de março candidata-te ao Prémio Eleições Europeias - Melhor 
Ensaio.





Escreve um ensaio sobre um tema atual e relevante no âmbito das Eleições Europeias.

O ensaio pode ser um trabalho individual ou coletivo, redigido em português ou inglês (máx. 20 páginas).
Depois de pronto é só enviar para: premio.eleicoes.europeias@ciejd.pt


Mais info:https://infoeuropa.eurocid.pt/registo/000057384/documento/0001

Mais Europa...




quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Enamora-te pela Europa!


Quatro turmas do Ensino secundário da ESA vão participar num debate promovido pelo Centro de Informação Europe Direct do Tâmega e Sousa, no dia 14 de fevereiro.
O evento, que conta com a presença da Eurodeputada Alda de Sousa e se intitula "Reenamore-se pela Europa", vai ter lugar no Centro Pastoral de Amarante e está a ser articulado com a Escola Secundária de Amarante, a Associação Empresarial de Amarante, o Colégio de S. Gonçalo e a Escola Profissional António do Largo Cerqueira, sendo o seu principal objetivo sensibilizar os jovens para as próximas eleições europeias que decorrem a 25 de maio.
Tendo em conta que o dia 14 é também "Dia dos Namorados", no final da sessão, haverá um sorteio de jantares românticos.Trata-se de uma sessão aberta a todos e a BE recomenda que os alunos de 12.º ano participem!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Sabes quem foi Amadeo de Souza-Cardoso?



Amadeo de Souza Cardoso, natural de Manhufe (Amarante), pertenceu à primeira geração de pintores modernistas portugueses, destacando-se de todos os outros pela qualidade inigualável da sua obra e ligações internacionais.
Partiu para Paris em 1906, quando tinha 19 anos, para terminar os estudos de arquitectura, iniciados em Lisboa. O meio artístico na capital francesa não passava despercebido e acabou por levar Amadeo ao desenho e caricatura, em direcção à pintura. Um ano depois, o escritor Manuel Laranjeira já afirmava que o seu amigo era “um artista no significado absoluto do termo”.

“Amadeo de Souza Cardoso é a primeira descoberta de Portugal na Europa do século XX.” – José de Almada Negreiros (Lisboa, 1916)
                                     The Hawks, 1912, Amadeo de Souza Cardoso
O final de 1908 e o início do ano seguinte trouxeram importantes alterações à vida de Amadeo. Conheceu Lucia Pecetto, com quem casou mais tarde, em 1914, e começou a frequentar as classes da Academia Viti, do pintor espanhol Anglada-Camarasa. 
Posteriormente, dedicou-se exclusivamente à Pintura, realizando várias caricaturas e algumas pinturas marcadas por aspectos naturalistas e impressionistas.

Em 1910, num contexto de investigação formal, ficava entusiasmado com as pinturas dos “primitivos” flamengos (numa estadia de 3 meses em Bruxelas).

Entretanto, o seu círculo de amizades e conhecimentos estende-se e internacionaliza-se; conhece Umberto Boccioni, Gino Severini, e Walter Pach.
O interesse de Amadeo pelo desenho consolida-se neste período com a preparação do manuscrito ilustrado da “Légende de Saint Julien L’Hopitalier de Flaubert” e pela publicação do álbum XX Dessins.

La Légende de Saint Julien l’Hospitalier, Amadeo de Souza Cardoso
Após uma breve passagem por Barcelona em que visitou o seu amigo, escultor, António Sola, e conhecera Gaudí, Amadeo regressou à sua terra-natal onde foi surpreendido pelo deflagrar da Guerra que o impediu de regressar a Paris. Cidade onde tinha explorado, na sua obra, os domínios da abstracção e expressionismo, foi substituída após o exílio em Portugal que acabou por constituir-se como um momento de plena maturação da sua pintura.

No final de 1916 Amadeo promoveu, nas duas principais cidades portuguesas (Porto e Lisboa), uma mostra em que reuniu, sob o título de “Abstraccionismo”, 114 pinturas. O desfasamento da cultura estética nacional impediu uma recepção favorável das propostas pictóricas do pintor, ganhando a exposição uma aura de escândalo (coroada no limite pela agressão física ao pintor). Almada Negreiros e Fernando Pessoa foram marcantes para a defesa pública de Amadeo; ambos o reconheceram como o pintor mais significativo do seu tempo.

Brook House, Amadeo de Souza Cardoso

Os galgos, Amadeo de Souza Cardoso
Vítima da epidemia de pneumónica que deflagrou em 1918, Amadeo morreu nesse ano, em Espinho, com apenas 30 anos.
O pintor deixou uma série de obras que demonstram o avanço e maturidade suficiente para merecer destaque de entre tantos outros pintores, ainda hoje.
“Ele foi o maior, ou o único pintor ‘moderno’ nos anos 10 em Portugal.” – José Augusto França.

In http://www.artswr.com/pintura/a-vida-de-amadeo-de-souza-cardoso/


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Nelson Mandela (1918-2013)

mandiba«Nelson Rolihlahla Mandela nasceu no dia 18 de julho de 1918, na vila de Qunu, distrito de Umtata, Transkei. Era de origem Xhosa (etnia), na infância tornou-se no primeiro membro de sua família a frequentar a escola.
Aos 19 anos mudou-se para Fort Beaufort para estudar e praticar desporto como boxe.Tinha o objetivo de se tornar bacharel em direito. Integrou-se no movimento estudantil lutando contra as políticas universitárias, tendo sido expulso da universidade. Foi obrigado a concluir o curso por correspondência pela Universidade da África do Sul.
Uniu-se ao Congresso Nacional Africano (CNA) em 1942, lutando contra o aparthaid, criando a Liga Jovem do CNA em prol dos direitos dos negros. Em 1955 participou do Congresso do Povo e da publicação da Carta da Liberdade anti-apartheid. Na década de 60 participou em lutas armadas, sendo preso em agosto de 1962.
Em 1964 foi condenado a prisão perpétua. Ficou preso durante 27 anos. Em 1985, não aceitou a liberdade em troca de renunciar a luta anti-apartheid. Alcançou a liberdade em 11 de fevereiro de 1990, depois de forte pressão internacional e campanha do CNA, aos 72 anos. Recebeu o prémio Nobel da Paz em 1993, junto com o então presidente sul-africano Frederik de Klerke.
Primeiro presidente negro do país, eleito em 1994, presidiu a África do Sul até 1999. Depois da presidência continuou o seu trabalho em defesa dos direitos humanos. Em 2004 começou a afastar-se da vida pública mantendo a sua atitude participativa no combate à sida.
Faleceu no dia 5 de dezembro de 2013, aos 95 anos, por doenças respiratórias adquiridas no período em que esteve preso.

                                                                                             Pedro Rebouças», Texto adaptado
 
"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, pela sua origem ou ainda pela sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar."
                               Nelson Mandela


Filme sugerido pela BE:





O filme Invictus (2009), de Clint Eastwood, narra a história das motivações que levaram Nelson Mandela e os Springboks à triunfante vitória da África do Sul no campeonato do Mundo de Rubgy de 1995.
Nelson Mandela acreditava que poderia unir o povo através de uma linguagem universal: o desporto.