quarta-feira, 7 de março de 2018

DIa da Mulher: 8 de março


"Como mulher eu não possuo país. Como mulher o meu país é o mundo."
Virginia Woolf





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Para pensares: 

O  Dia Internacional da Mulher é marcado por manifestações a favor da igualdade de género. Uma das principais reivindicações que marcam essa data é em relação ao dia de trabalho das mulheres nas fábricas texteis europeias e americanas no início do século XX, ao direito ao voto e assim por diante.
Aliás, nem sempre o Dia da Mulher foi comemorado no dia 8 de março, sabias? 
Já foi comemorado no dia 25 de março. Esse dia foi um marco  trágico na história: em 1911, um incêndio deflagrou numa fábrica textil de Nova York, devido às más condições das instalações e 130 operárias ficaram carbonizadas.
Por quê o dia 8 de março?
Com o passar do tempo,  outros eventos relacionados com as reivindicações femininas, além das lutas feministas, interferiram na escolha da data em que se comemoraria o Dia da Mulher internacionalmente.
A escolha do 8 de março, por exemplo, deu-se após uma manifestação, na Rússia, contra o Czar Nicolau II, em 1917, ainda durante a Primeira Guerra Mundial. Estima-se que, na época, 80 mil mulheres se uniram em protesto contra as péssimas condições de trabalho do país, contra a fome que a maior parte da população enfrentava e contra a participação da Rússia no conflito armado.
O protesto que ficou conhecido como "Pão e Paz" acabou  por simbolizar o Dia da Mulher.
Só em 1945 é que a ONU assinou o primeiro acordo internacional que garantia a igualdade entre homens e mulheres. E a oficialização internacional de 8 de março como o Dia da Mulher só foi reconhecido pela ONU em 1977.



SEMANA DA LEITURA

 "Eu sou todos os livros que li, todas as pessoas que conheci, todos os lugares que visitei, todas as pessoas que amei."
                                         Jorge Luis Borges




segunda-feira, 5 de março de 2018

Semana da Leitura: Cinema & Literatura


 A Semana da Leitura começou muitíssimo bem ao som das palavras sentidas e poéticas do escritor António Lobo Antunes que o realizador Ivo Ferreira transformou em imagens e sons animados no filme "Cartas de Guerra", 2016. 



Espreita o blogue do Plano Nacional de Cinema e lê o que Débora Gonçalves (aluna que conclui este ano a licenciatura em Cinema) escreveu. 



SEMANA DA LEITURA
















quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA: alunos apurados para a segunda fase

(revisão dos resultados)

ALUNOS APURADOS PARA A SEGUNDA FASE:

Ensino Básico: Carolina Alves (7º D) e
                             Maria Vasconcelos (7º B)


Ensino Secundário: Maria Silva (12º CT3) 
                                       e Marta Brandão (12º CT3)

Todos os alunos que participaram na primeira fase tiveram desempenhos merecedores de destaque, por isso receberão certificados de participação.

Pela qualidade das suas apresentações são atribuídas menções honrosas aos seguintes alunos:

Ensino Básico:

Matilde Ricardo (7º D) e Rita Pereira (7º D)

Ensino Secundário:

Fábio Teixeira (11º CT4), Nuno Zabumba (11º CT4), 

Beatriz Machado (10º CT2), Margarida Mendes (11º CT1)


Todos os participantes serão oportunamente informados acerca da data da entrega dos prémios e certificados.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

No dia dos Namorados, o Amor é...





A origem do Dia dos Namorados

A história do Dia de São Valentim remonta ao século III d.c. O Imperador Romano Claudius II proibiu os casamentos, para assim angariar mais soldados para as suas tropas. Um sacerdote da época, de nome Valentim, desrespeitou este decreto imperial, realizando casamentos. O segredo foi descoberto e Valentim foi preso, torturado e condenado à morte. Antes conseguiu enviar e receber algumas cartas ainda na cela, o que originou a troca de cartões neste dia, os chamados "valentines".

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

“A história do meu filho“ de Danielle Steel. Por Joana Costa (11º CLH2)


      “A história do meu filho“ é uma obra de Danielle Steel.             Danielle é uma escritora americana, atualmente com 70 anos de idade, e os seus livros estão entre os mais vendidos no mundo. Autora de muitos “best-sellers” no seu país e no estrangeiro, Danielle Steel dedica-se a escrever principalmente dramas românticos.
  Por ser de carácter biográfico, este é um livro particularmente especial para si. Tudo neste livro é real e o final não é feliz.
“A história do meu filho“ relata a vida atribulada e a morte trágica de Nick, um dos nove filhos da escritora. Na primeira pessoa, Danielle começa por contar que desde cedo se apercebeu que o seu filho era uma criança diferente, os seus comportamentos e a sua conduta não lhe deixavam margem para dúvidas. Ainda em criança, foi-lhe diagnosticado Psicose Maníaco-Depressiva, uma doença mental sem cura que lhe provocava mudanças constantes e dramáticas de humor. Inicialmente, começou por fazer uma vida normal, no entanto, com o passar do tempo, não conseguiu lidar com a frustração da doença e acabou por deixar a medicação, envolveu-se na droga e rejeitou o apoio de todos aqueles que o queriam ajudar nesta fase difícil.
   Fruto de tudo isto, tentou três vezes o suicídio e acabou por falecer em 1997, em sequência da doença.
   Este não é o primeiro livro que leio da autora e, tanto neste como nos anteriores, apercebi-me que uma das suas características é fazer o leitor repensar no valor da vida. Descreve-a sempre como um bem grandiosíssimo, por mais frágil que possa ser, e é interessante fazer esta associação, provavelmente foi o suicídio do filho que a fez também a ela refletir sobre o valor da vida e transmitir essa preocupação aos leitores.
   Acredito que passei a perceber o verdadeiro propósito e significado da sua mensagem, mas confesso que o que me chamou realmente à atenção foi o suicídio. Apesar de já ter ouvido muitos relatos, este livro comoveu-me e fiquei interessada em saber mais acerca do assunto, o que me levou a fazer uma pesquisa que, em conjunto com as situações de completo sofrimento e angustia de Nick, retratadas no livro, percebi como é que um estado de total desespero pode levar alguém a pôr fim à vida, principalmente pessoas depressivas, e o quão crucial é aceitar ajuda!
    De uma certa forma, passei a ter uma visão diferente deste tipo de situações. É claro que não acho justificável e aceitável, de todo, mas deixei de “julgar” as pessoas depressivas que têm pensamentos destes, foi como se tivesse convivido de perto com uma situação destas e soubesse o quanto custa, o quanto custa lidar com a dor e o quanto custa ouvir as repreensões daqueles que não tentam perceber o sofrimento que estas pessoas atravessam. Tal como eu julgava, penso que todos o fazem, tenho a certeza que não há ninguém que nunca tenha apontado o dedo a pessoas nesta situação, acusando-as de seguir o caminho mais fácil, como Nick, que se envolveu na droga, e de rejeitarem o apoio daqueles que estão dispostos a ajudar, no fundo acusam-nos de não terem força de vontade. Mas eu percebi que, às vezes, a força de vontade não chega e que ter paciência com as pessoas depressivas é fundamental, porque estas ficam num estado de hipersensibilidade, passam a viver em profundo sofrimento, mesmo que queiram aceitar ajuda e que tenham consciência que precisam, não se sentem capazes disso, há uma ausência total de esperança e a morte parece ser a única porta de saída para fugir ao sofrimento.
Em casos de profunda depressão há uma perda patológica das defesas vitais normais que pode mesmo levar ao suicídio.
 A dimensão dos pensamentos suicidas é muito incompreendida, o que é normal. Aliás, o suicídio ainda é um tabu na sociedade, mas nunca encarem o suicídio como sinónimo de loucura nem julguem estas pessoas, porque ninguém sabe o que lhe está reservado. Pensem que ninguém é o senhorio da sua própria vida, mas meros inquilinos.
Joana Costa



quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

“O Monte dos Vendavais”, Emily Brontë. Por Tiago Marinho (11º CT2)


"A obra 'O Monte dos Vendavais', escrita por Emily Brontë,escritora e poetisa de nacionalidade britânica, nascida em1818 e falecida em 1848, é a sua única obra.
'O Monte dos Vendavais' conta a história de um menino órfão, Heathcliff, que foi adotado pela família Earnshow e atravessou uma série de dificuldades por não ser filho legítimo. Heathcliff é uma personagem cheia de maldade, mas será esse sentimento fruto das circunstâncias ou algo que nasceu com ele?
Além desta personagem, também encontramos Catherine Earnshow, personagem que Heathcliff ama, e o seu irmão de sangue, Hindy, o herdeiro do 'Monte dos Vendavais'. Também está presente a família Linton que vive na vizinha “Herdade dos Tordos”. A história é contada por Nelly, uma empregada, através de analepses. O livro é bastante denso a nível psicológico, abordando temas complexos como a vingança.
Como Heathcliff se quis vingar de todos aqueles que o prejudicaram na vida e o privaram de estar com o seu verdadeiro amor, também nós, por vezes, nos queremos vingar. A vingança e o ódio fazem-nos agir inconscientemente, apesar de nenhuma consequência, que advenha destes atos, tornar inimputável a pessoa que os pratica. Muitas pessoas e algumas sociedades consideram que o mal infligido deve ser maior que o mal que originou a vingança, como forma de punição. Isto é uma completa barbaridade, uma vez que a vingança, além de ser moralmente incorreta, nestes moldes é completamente inexplicável. Como Miguel de Cervantes escreveu: “Não existe vingança justa”.
Assim, compreendemos que a vingança não nos deixará mais aliviados e não iremos fazer justiça. Aliás, a mensagem que Emily Brontë quer transmitir com esta obra é que a sede de vingança leva a que, muitas vezes, as pessoas destruam o que se encontra à sua volta e a si próprias, morrendo infelizes.
No meu ponto de vista, 'O Monte dos Vendavais' é uma obra que, desde o início, suscita interesse, mas, na parte final, torna-se um pouco repetitiva.
Recomendo este livro, pois é a obra única de uma autora e os acontecimentos e reações das personagens são imprevisíveis, o que deixa o leitor preso à história."
Tiago Marinho



sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

“Trash Os Rapazes do Lixo" de Andy Mulligan. Por Ana Moreira (11.º CT2)


     
"A obra de Andy Mulligan, um escritor inglês nascido a 20 de março de 1966, em Londres é fortemente influenciada pelo seu trabalho como voluntário em Calcutá, na Índia. Durante dez anos, trabalhou como encenador, até que as suas viagens pela Ásia o inspiraram a ser professor, tornando-se, assim, professor de Inglês e de Drama no Brasil, Índia, Filipinas e Reino Unido. Atualmente, o autor divide o seu tempo entre Londres e Manila. 

     “Trash Os Rapazes do Lixo” foi publicado em mais de 15 países e é um livro sobre como a esperança e a determinação podem transcender até a pobreza mais indigna.
   A escrita de Andy Mulligan não é muito simples, mas merece toda atenção e dedicação do leitor. Escrito na primeira pessoa, este texto tem como principais narradores os protagonistas e também algumas das pessoas que, voluntariamente ou involuntariamente, participaram nas suas aventuras.
  Este livro abre-nos as portas para um retrato social anómalo: dá-nos a conhecer a história de três rapazes que têm como único lar uma lixeira, Behala, de proporções descomunais num país do Terceiro Mundo. Neste local fétido, eles trabalham tanto quanto lhes é possível para manterem o único tipo de vida que conhecem, uma vida rodeada de miséria, em vez da morte pela fome.
  As descrições são muito realistas e não é preciso o leitor avançar muito na leitura para se sentir repudiado pelo cheiro enjoativo da lixeira.



Um dia, entre excrementos e podridão humana, duas das três inocentes crianças encontram uma mala; essa mala continha dinheiro, que lhes encheu a barriga por uns dias, e documentos que são procurados pela polícia. Quando as autoridades invadem o seu universo, só lhes resta a mentira ou a fome e os mistérios de uma carta, uma carta sofrida através das palavras de um pai morto que teme pela sua filha, dando início a algo maior. Os três rapazes são, então, perseguidos pelas autoridades, à medida que tentam desvendar este mistério que envolve corrupção e as mais altas esferas da sociedade, algo que denuncia a verdade e que mudará a vida destes meninos para sempre.

    Tais como muitas outras crianças que vivem em extrema pobreza, esta obra revela-nos a história de Raphael, Gardo e Ratazana que são exemplos de crianças brilhantes, crianças que seriam um dia úteis à sociedade, mas que, por falta de oportunidade, não são nem nunca serão ninguém.
   É uma história sobre corrupção, corrupção daqueles que são a cara do poder, daqueles que ficam sem peso na consciência ao pensar nos que distribuem por valas comuns, aos ninguéns que morrem todos os dias sem direito, sequer, ao espaço garantido debaixo da terra. É uma história que representa uma realidade que não nos é muito próxima, onde a polícia é comprada, o governo contaminado e os meios de comunicação reprimidos. 
    Ao ler esta obra senti me apenas frustrada, revoltada e impotente por causa de todas as crianças que esta obra representa, crianças que não tem nada, não tendo oportunidade de ter um futuro melhor com condições de vida a que toda a gente deveria ter acesso, e não só os que vivem em países desenvolvidos. Acabei por me sentir também culpada por ter tanto e não dar o devido valor à vida que tenho, pois todos nós nos queixamos de certos problemas, enquanto que outros, com muito menos que nós, a nível económico, e não tendo as mesmas condições sanitárias, oportunidades, recursos e com muitas mais adversidades na vida, a enfrentam sempre com um sorriso na cara.
     Para finalizar, é uma ficção que denuncia uma realidade que não pode ser escondida, uma realidade que deve chegar a tantos quantos for possível porque, infelizmente, muitos são os que lhe estão próximos e preferem não ver. Recomendo vivamente a leitura deste livro, pois abre-nos os olhos fazendo-nos pôr em causa o próprio significado de viver e expõe as desigualdades sociais que existem no mundo."

Ana Rita Moreira, 11º CT2


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Dia do Perfil dos Alunos: 15 janeiro

A BE associa-se à preparação do Dia do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, que vai decorrer no dia 15 de janeiro.


Para tal, propomos que alunos, professores e encarregados de educação conheçam melhor o Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular, ao qual a nossa Escola aderiu, visionando a apresentação deste projeto pelo Sr. Secretário de Estado, Dr. João Costa, e que será debatido amanhã, dia 10 de janeiro, no auditório, pelas 16,30.