terça-feira, 25 de setembro de 2018

Aos Leitores



      «Ler é um prazer. Mas só para alguns. Para quem cresceu entre livros, por exemplo, e conquistou, a cada página lida, o gosto pela leitura. Ao mesmo tempo, descobriu que cada livro guarda dentro outros mundos, outras pessoas, outros lugares, outros tempos, outras memórias, outras formas de ser, de estar, de sentir, de comunicar, de rir... E essa descoberta, intimamente ligada à preservação da capacidade de espanto que caracteriza a infância, terá sempre alimentado a vontade de continuar a ler. Por prazer, não por obrigação.
  Não é muito diferente do que acontece com outras atividades que preenchem o nosso quotidiano, como comer ou fazer exercício físico. Comer pode ser um prazer, para quem desde cedo aprendeu a distinguir o sabor dos alimentos; fazer exercício físico também pode ser um prazer, para quem cresceu a fazer cambalhotas e pinos, a jogar à bola e a correr atrás dos amigos. É certo que todas estas atividades, sendo à partida naturais, implicam depois uma decisão e uma prática. No caso da leitura, essa decisão e essa prática dependem, muitas vezes, de quem nos rodeia: das famílias, dos amigos, dos professores... Se quem nos rodeia tiver a capacidade de nos contaminar com boas leituras, leituras que alimentem a nossa curiosidade e estimulem a nossa imaginação, de certeza que cresceremos leitores.
   É também esse o momento em que se torna fundamental o papel do Plano Nacional de Leitura, fornecendo coordenadas para que a leitura se torne um prazer, isto é, sugerindo livros capazes de entusiasmar não apenas os que já são leitores, como aqueles que ainda não são. Funciona como um mapa, útil em qualquer viagem, sobretudo em viagens por territórios desconhecidos, e pode ser usado para orientar leitores de todas as gerações. Assim como para dar pistas para que as famílias e os professores saibam o que partilhar com os leitores mais novos, e até entre si.
   Essa troca — de professores com alunos, de famílias com professores, de pais com filhos — é essencial para formar leitores e para, no meio das dezenas de livros que são diariamente publicados em Portugal, distinguir os melhores. Só deste modo será possível criar uma rede em que os livros, escolhidos por especialistas, possam circular pelas mãos dos leitores, os que já o são e os que se tornarão. A leitura implica essa prática. E essa conquista.

       Com os melhores cumprimentos,
Teresa Calçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura»


terça-feira, 21 de agosto de 2018

Uma Professora Muito Especial...


O primeiro concurso Cineliterário
Querida Isabel,

Hoje, estamos de PARABÉNS!
Eu, a BE, e  a  professora bibliotecária, a guardiã dos meus livros, a Isabel Araújo fazemos anos.
A Isabel não é só o meu rosto, é também a minha alma. E sabendo que alma deriva de "anima" capto a comunhão e cumplicidade imediatas entre nós. 
O que gosto na Isabel é que é desafiadora, inventa estratégias para que os alunos me visitem e leiam, pesquisem informações, façam projectos, Sonhem!

Está sempre a magicar como vestir-me melhor. Em dia de Festa sou sempre convidada e exibir-me. 
É certo que muitos não sabem o trabalho hercúleo e importantíssimo que a Isabel desempenha.  

Ambas  ultrapassámos  isso  porque sei  que milhares de alunos  compreenderam  a  sua  missão.  Respeitam-na e, consequentemente, respeitam-me. 
Sempre com atividades dentro e fora da ESA,  confundo a minha existência com a existência da Isabel. 


Tenho que a dividir com a função que acumula de  apresentadora "oficial" dos eventos da ESA. Fico um pouco enciumada, mas sei que é Linda e de tanto ler, saboreia lentamente as palavras que manifesta. 


Confesso que sei que ela é muito mais do que a minha professora bibliotecária especial, e que a sua vida não se confunde com a minha. Mas apraz-me inverter esta premissa. Sossega-me ante o futuro. 




Os MEUS PARABÉNS, Isabel. E Felicidades. Se estiveres bem eu também estarei. 
Aguardarei por Ti. 



Beijinhos da Biblioteca Escolar da ESA,



 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

“Istambul-Memórias de uma cidade". Por Maria Duarte, 12º CT3



   «Orhan Pamuk, proveniente de uma família burguesa, nasceu a 1952 em Istambul, espaço físico onde decorre a ação deste este “livro de memórias”. A obra é ilustrada com fotografias da cidade de Istambul bem como da família Pamuk. 
   Contrariamente ao que o título “Istambul-Memórias de uma cidade” sugere, o tema principal não é a cidade, mas sim a vida do autor. A ação segue uma ordem cronológica que tem início quando tem apenas cinco anos - é-nos apresentado Orhan como uma criança feliz que acreditava que existia outro Orhan que sentia e que pensava como ele. Por isso, busca-o pela cidade, pela qual sente grande curiosidade. Assim, não é de estranhar que seja descrita através das “memórias coletivas” que evidenciavam a decadência da cidade devido à perda das tradições após a queda do Império Otomano. As “memórias pessoais” são marcadas pela imagem das salas do edifício Pamuk que abrigavam toda a família e que se assemelhavam a museus ocidentais (retrato da imitação do mundo ocidental, ideia abominável aos olhos do autor). 
   Numa abordagem mais global, considero que os capítulos mais interessantes são definitivamente aqueles centrados nas vivências do autor já que os restantes referem vários topónimos e personalidades desconhecidas do leitor ocidental que nunca visitou a cidade e nunca ouviu falar dessas pessoas. Tal facto dificulta a compreensão desses capítulos. Neste contexto, a minha atenção focaliza-se nos episódios de vivência pessoal em especial os que retratam a infância do narrador. A autocaracterização que Pamuk tece revela uma criança que se destaca pela perspicácia e acutilância, indício de sensibilidade profunda que a vida adulta vai refinar. 
   Através da obra, e como curiosidade, conheci o termo “Hüzün” que representa a melancolia - tal como temos a palavra saudade no nosso vocabulário, os turcos utilizam este termo para retratar um sentimento que não tem tradução para outra língua. 
   Para terminar, seria importante registar a curiosidade que esta obra despertou em mim, no sentido de saber mais sobre a cultura Turca. Aconselho a leitura deste livro de memórias a todos os que tenham curiosidade em saber mais sobre este autor que ganhou o prémio Nobel da Literatura em 2006.» 

 Maria Duarte, nº18, 12º CT3

segunda-feira, 30 de abril de 2018

25 de abril


«25 de abril, a revolução que mudou Portugal

Sabias que antes de 25 de Abril de 1974 Portugal vivia num regime de ditadura em que a liberdade estava vedada aos portugueses? 
Foi na madrugada desse dia que o movimento dos capitães, encabeçado por Salgueiro Maia, saiu à rua e colocou um ponto final no regime. A senha de código para mostrar que o movimento estava em curso foi dada no Rádio Clube Português através de uma música que que havia vencido o Festival da Canção, logo não levantava suspeitas.
Quase não houve tiros ou confrontos, algo raro num golpe militar, o que fez com que a revolução portuguesa ficasse conhecida como a revolução dos cravos, pois estas perfumadas flores vermelhas foram colocadas no cano das espingardas e distribuídas pelo povo que enchia as ruas numa explosão de alegria. Marcelo Caetano foi preso e daí partiu para o Brasil, a PIDE – a polícia política com a função de vigiar e torturar– foi extinta e a festa continuou na rua até ao 1º de Maio, celebrado pela primeira vez em liberdade. (...).»





segunda-feira, 23 de abril de 2018

DIA MUNDIAL DO LIVRO



  A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov. O dia 23 de abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o famoso escritor inglês William Shakespeare.
A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e para o desenvolvimento económico.

Livros famosos: 
Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões
A Mensagem, Fernando Pessoa
A Ilíada, Homero
As Mil e Uma Noites
Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas
Os Miseráveis, Victor Hugo
Dom Quixote, Cervantes
Romeu e Julieta, William Shakespeare
Lolita, Vladimir Nabokov
Crime e Castigo, Fiódor Dostoiévski
Guerra e Paz, Liev Tolstói
1984, George Orwell
Oliver Twist, Charles Dickens
As Aventuras de Tom Sawyer, Mark Twain
O Velho e o Mar, Ernest Hemingway
O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
A Metamorfose, Franz Kafka

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