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sábado, 10 de novembro de 2018
quarta-feira, 31 de outubro de 2018
“A Missão”, de Roland Joffé. Por Cláudio Machado, 11.º CT4
Considero “A Missão”, drama direcionado por Roland Joffé na década de 80, uma ótima representação da realidade observada no século XVIII. O filme retrata a época de colonização dos povos europeus nas terras [maioritariamente] americanas, mais propriamente no ano de 1750.
A longa-metragem inicia-se com o relato da morte de um sacerdote, sendo esta causada pelos indígenas; diz-se que o fim da sua vida levou à entrada de Deus nas suas tribos, esta por parte de 3 jesuítas (entre os quais um se destacou na salvação dos índios). No decorrer da história observam-se diversas reviravoltas, tais como um pecador que se converte em Cristão e um aniquilador que se dedica à salvação. O objetivo principal dos jesuítas centrava-se inicialmente na conversão dos indígenas e na proliferação da palavra de Deus; esta perspetiva, no entanto, não era apoiada pelos monarcas, cuja razão lhes cegava o coração e abria os olhos à escravização de tais seres humanos, que por eles eram considerados meros animais. Ao longo do filme observa-se este confronto incessante entre o amor e a razão, por causa de meros interesses políticos e económicos (a expansão do território e o aumento da riqueza) com uma moral incrível: ainda que os nossos erros não possam ser eliminados, podem ser ofuscados pela luz das nossas virtudes e correções; todos os caminhos que escolhermos levam a um determinado acontecimento (ora bom, ora mau), logo optemos por escolher o melhor.
Como já mencionei anteriormente, “A Missão” é a descrição da desigualdade e da renegação dos direitos humanos, uma questão muito debatida nos dias de hoje. Considero que nesse aspeto (ao nível da escravidão) o ser humano melhorou significativamente e por isso discordo totalmente com a atuação da monarquia (e a própria igreja) contra a propagação do amor. Robert de Niro, Jeremy Irons e Liam Neeson representaram esplendidamente os seus papéis e penso que conseguiram espalhar a sua mensagem plenamente na pele dos três jesuítas.
Para concluir, devo dizer que recomendo a visualização deste filme pelo que nos abre os olhos e os corações às singelas populações que sofrem com a desigualdade; a adicionar, observamos que não está tudo perdido e que no meio de espingardas, espadas, canhões e flechas, ou seja, no meio das trevas, da escuridão, há alguém que faz a diferença [e um feixe de luz é capaz de iluminar uma sala inteira!]. Termino, então, com uma frase do filme que teve um belo significado, para mim: “A luz brilha na escuridão, e a escuridão não vencerá”.
Cláudio Machado, 11.º CT4
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Colóquio Internacional "As Viagens da Saudade"
«O tema e sentimento da saudade têm sido considerados característicos da cultura galaico-portuguesa e lusófona, popular e erudita, desde os cancioneiros medievais até à actualidade. Surgindo implícito e ainda inominado nas cantigas de amor e amigo, seria posteriormente nelas nomeado e permaneceria marcante, enquanto expressão do amor ferido pela ausência, “nas melhores obras da literatura portuguesa” (Carolina Michaëlis de Vasconcelos). Progressivamente assumido como objecto de reflexão, converte-se num tema recorrente de algumas vertentes do pensamento filosófico desenvolvido em Portugal e na Galiza, desde o séc. XV até ao presente. Desde a paradigmática polémica entre Teixeira de Pascoaes e António Sérgio, permanece aberto o debate entre os defensores da singularidade cultural da saudade e os da sua universalidade. Se António Sérgio estabeleceu um elenco de sentimentos que seriam equivalentes noutros povos, línguas e culturas, e se a lista foi aumentada por outros autores, o próprio Teixeira de Pascoaes, geralmente considerado como o defensor unilateral da singularidade nacional e cultural da saudade, não deixa de reconhecer que o sentimento saudoso, além de ter uma génese antiga e não nacional, surge noutras culturas, paralelamente à sua presença no povo e nos autores portugueses (...).»
In http://cful.letras.ulisboa.pt/events/coloquio-internacional-as-viagens-da-saudade-29-31-outubro/
Programa completo:
29 de Outubro
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Sala 5.1
9:30 – Abertura
10h00 – 11:h30
Samuel DIMAS: «A Ontologia da Saudade»
Sofia CARVALHO: «A Saudade, figura onde o Mistério esfriou em Medalha: silêncio e solidão em Para a Luz de Teixeira de Pascoaes»
Nuno RIBEIRO: «Fernando Pessoa e a poética do saudosismo»
11h30 – 13h30
Cinzia RUSSO: «Da dor da ausência ao desejo do re-encontro»
David Fernández NAVAS: «Nostalgia y amor en Emilio Prados»
Manuel Cândido PIMENTEL: «A concepção da saudade em Ramón Piñeiro»
António Braz TEIXEIRA: A reflexão sobre a Saudade na “Geração Nós”
15h00 – 17h00
Cláudia SOUZA: «Fernando Pessoa e Novalis: romantismo, infinito e saudade»
Cem KÖMÜRCÜ: «Sehnsucht in Romanticism»
Dirk HENNRICH: «Da Alma do Mundo à Saudade de Gaia. Revisitar Novalis para pensar o Antropoceno»
Paolo VANINI: «A Melancholic Exile: Emil Cioran and the Feeling of Saudade»
17h00 – 18h30
António Cândido FRANCO: «Saudade e Tao»
Fabrízio BOSCAGLIA: «Saudade e sawdā’: a melancolia árabe na cultura galaico-portuguesa e brasileira»
Anne TWITTY: «La nostalgia del ave del paraíso»
18h30 – 20h00
Filipe LUIG: «Does Artificial Intelligence trigger humanism in humans? Longing for the Human in Contemporary Science Fiction Cinema»
Jorge Croce RIVERA: «Saudades do Humano na Época Enigmática»
Paulo BORGES: «Suydade, experiência do Sy abyssal»
30 de Outubro
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Sala 201
Abertura: 09h30
09h45– 11h00
Hugo MONTEIRO: «Música, movimento e Saudade. Variações (est)éticas em torno de O Bailado»
Flávio REIS: «As saudades de Clarimundo: o lugar maravilhoso na narrativa cavaleiresca de João de Barros»
Rodrigo ARAUJO: «Silêncio e saudade em Teixeira de Pascoaes»
Moderação: Jorge Cunha
11h00 – 11h15 – Intervalo
11h15 – 12h30
Irandina AFONSO: «Itinerários da saudade: algumas aproximações»
Vânia DUARTE: «O feminino e a saudade»
Fernanda BERNARDO: «Saudade’s, tonalidades, sobressaltos e despertares»
Moderação: Renato Epifânio
Amarante | Centro Cultural de Amarante
15h30 – 16h45
Maria Luísa MALATO: «Sons da Saudade?»
Lirandina GOMES: «Por uma cartografia afetiva das paisagens»
Celeste NATÁRIO: «Livro de Memórias: substância ilusória em que o ser se continua»
Moderação: Elsa Cerqueira
Universidade de Santiago – Faculdade de Filosofia
Abertura: 09h30
09h45– 11h15
Rocio CAROLO: «A saudade: un viaxe a través da lírica galaico-portuguesa»
Teresa LOUSA e José MIKOSZ: «As Viagens da Saudade entre Portugal e Brasil através da Pintura»
Elias Torres FEIJÓ: «A mais poderosa ponte identitária: Portugal e a saudade no nacionalismo galego»
Oscar Parcero OUBIÑA: «Saudades dinamarquesas»
Moderação: Luís Soto
11h15 – 11h30 – Intervalo
11h30 – 13h00
Verónica Garcia MORENO: «La nostalgia de Al-Andalus en el discurso nacionalista andaluz: la obra de Blas Infante»
Maria del Carmen Piñas SAURA: «María Zambrano: Poietización de la sombra: saudade, herida de luz con sonidos negros»
Renato EPIFÂNIO: «Entre Ser, Sentido e Saudade»
Celeste NATÁRIO: «Vicente Risco e Teixeira de Pascoaes: atlantismo e saudade»
Moderação: Carlos Queiroga
13h00-14h30 - Almoço
14h30 – 15h45
Antoni Gonzalo CARBÓ: «El duelo, ese ángel nocturno. Pérdida y tristeza melancólica: mística y cine»
Francisco Martínez ALBARRACÍN: «Intuición, poesía y filosofía: Sobre orfismo, mística y romanticismo»
Luís LÓIA: «O des-envolver como condição de acesso à saudosa indiferenciação»
Moderação: Celeste Natário
15h45 – 16h00 – Intervalo
16h00-17h15
Miguel Angel QUINTANAR: «A saudade contemplada desde o pensamento de Gilles Deleuze»
Julia Alonzo DIÉGUEZ: «Entremos más adentro en la espessura»
Luís Garcia SOTO: «A saudade, a negra sombra e o fantasma da liberdade»
Moderação: Elias Torres Feijó
quinta-feira, 18 de outubro de 2018
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
quarta-feira, 2 de maio de 2018
“Istambul-Memórias de uma cidade". Por Maria Duarte, 12º CT3
«Orhan Pamuk, proveniente de uma família burguesa, nasceu a 1952 em Istambul, espaço físico onde decorre a ação deste este “livro de memórias”. A obra é ilustrada com fotografias da cidade de Istambul bem como da família Pamuk.
Contrariamente ao que o título “Istambul-Memórias de uma cidade” sugere, o tema principal não é a cidade, mas sim a vida do autor. A ação segue uma ordem cronológica que tem início quando tem apenas cinco anos - é-nos apresentado Orhan como uma criança feliz que acreditava que existia outro Orhan que sentia e que pensava como ele. Por isso, busca-o pela cidade, pela qual sente grande curiosidade. Assim, não é de estranhar que seja descrita através das “memórias coletivas” que evidenciavam a decadência da cidade devido à perda das tradições após a queda do Império Otomano. As “memórias pessoais” são marcadas pela imagem das salas do edifício Pamuk que abrigavam toda a família e que se assemelhavam a museus ocidentais (retrato da imitação do mundo ocidental, ideia abominável aos olhos do autor).
Numa abordagem mais global, considero que os capítulos mais interessantes são definitivamente aqueles centrados nas vivências do autor já que os restantes referem vários topónimos e personalidades desconhecidas do leitor ocidental que nunca visitou a cidade e nunca ouviu falar dessas pessoas. Tal facto dificulta a compreensão desses capítulos. Neste contexto, a minha atenção focaliza-se nos episódios de vivência pessoal em especial os que retratam a infância do narrador. A autocaracterização que Pamuk tece revela uma criança que se destaca pela perspicácia e acutilância, indício de sensibilidade profunda que a vida adulta vai refinar.
Através da obra, e como curiosidade, conheci o termo “Hüzün” que representa a melancolia - tal como temos a palavra saudade no nosso vocabulário, os turcos utilizam este termo para retratar um sentimento que não tem tradução para outra língua.
Para terminar, seria importante registar a curiosidade que esta obra despertou em mim, no sentido de saber mais sobre a cultura Turca. Aconselho a leitura deste livro de memórias a todos os que tenham curiosidade em saber mais sobre este autor que ganhou o prémio Nobel da Literatura em 2006.»
Maria Duarte, nº18, 12º CT3
segunda-feira, 30 de abril de 2018
25 de abril
«25 de abril, a revolução que mudou Portugal
Sabias que antes de 25 de Abril de 1974 Portugal vivia num regime de ditadura em que a liberdade estava vedada aos portugueses?
Foi na madrugada desse dia que o movimento dos capitães, encabeçado por Salgueiro Maia, saiu à rua e colocou um ponto final no regime. A senha de código para mostrar que o movimento estava em curso foi dada no Rádio Clube Português através de uma música que que havia vencido o Festival da Canção, logo não levantava suspeitas.
Quase não houve tiros ou confrontos, algo raro num golpe militar, o que fez com que a revolução portuguesa ficasse conhecida como a revolução dos cravos, pois estas perfumadas flores vermelhas foram colocadas no cano das espingardas e distribuídas pelo povo que enchia as ruas numa explosão de alegria. Marcelo Caetano foi preso e daí partiu para o Brasil, a PIDE – a polícia política com a função de vigiar e torturar– foi extinta e a festa continuou na rua até ao 1º de Maio, celebrado pela primeira vez em liberdade. (...).»
domingo, 15 de abril de 2018
Semana InterEscolas: a Criatividade à Solta
E eis que sob a égide de Amadeo de Souza-Cardoso, a ESA celebrou as múltiplas manifestações da criatividade humana. Exposições de pintura, ilustração, desenho, fotografia, literatura, teatro e cinema foram protagonistas na "semana interEscolas".
Mas houve espaço para acolher convidados como o jornalista Miguel Carvalho que abordou o tema da (des)informação na sociedade contemporânea e durante o Estado Novo e também para dinamizar experiências laboratoriais. Os cursos profissionais trabalharam afincadamente e a Educação Especial também esteve representada.
E, claro, que a doçaria também nos deliciou!
Espreitem algumas fotografias de alguns eventos:
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| Os professores Mário Peixoto e Júlio Cunha |
| Kali, O pequeno Vampiro (Regina Pessoa, 2012) |
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| O jornalista, Miguel Carvalho |
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| A professora Susana Dias |
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| Na tua BE |
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| Projeção de curtas metragens |
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| Dra. Irene Da EB2, 3 de Amarante |
Parabéns a todos os intervenientes e até para o ano!
quarta-feira, 14 de março de 2018
DIETA MEDITERRÂNICA
Esta exposição estará na tua BE entre 12 a 17 de março e contou, hoje, com a presença da Equipa de Saúde Escolar (Centro de Saúde de Amarante).
Uma iniciativa com o apoio da Rede de Bibliotecas Escolares, Editora Santillana, Projeto Escolar de Educação para a Saúde e do Gabinete de Informação e Apoio ao aluno!
Sabes o que dizia o poeta romano Juvenal, presume-se entre 509 a.C. – 27 a.C.?
“Mens sana in corpo sano”, ou seja, "mente sã em corpo são". Verdade?
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