quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

6ª feira, no CineClube de Amarante

A história de um dos maiores e mais controversos ícones do século XX: John Edgar Hoover. Um dos principais responsáveis pela criação do FBI (Federal Bureau of Investigation), que chefiou durante quase meio século, tornando-se num dos homens mais poderosos e temidos dos EUA. Porém, apesar do sucesso da sua carreira, a sua vida privada, mantida secreta, deu azo a todo o tipo de especulações, entre elas a alegada relação homossexual com Clyde Tolson, seu braço direito. 
Realizado por Clint Eastwood, um filme biográfico com argumento de Dustin Lance Black e participação de Leonardo DiCaprio, Naomi Watts, Damon Herriman, Jeffrey Donovan e Ed Westwick. PÚBLICO

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Poesia em português


O Teu Olhar
Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,

Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;

Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!

E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!


                                    Florbela Espanca, in A Mensageira das Violetas

Cinema em Amarante

Sabes que podes ver  bom cinema em Amarante? Talvez não saibas mas a verdade é que existe um CineClube, em Santa Luzia, próximo dos CTT, que exibe um filme todas as sextas feiras.
Porque acreditamos que o cinema é uma arte que estimula a imaginação, alarga os horizontes acerca do mundo, desenvolve o espírito crítico ajudando a construir  a opinião, deixamos aqui  a programação para fevereiro:

domingo, 27 de janeiro de 2013

O que andas a ler?

Voltamos a dar voz aos alunos. Hoje, à aluna  Joana Teixeira, do 10º CT4, que comenta a sua última leitura.


 “Só vivemos duas vezes”, foi publicado recentemente (Março de 2011) pela Guerra e Paz, Editores, S.A. e tem como autora Ana Isabel Martins Silva, uma principiante no mundo da escrita que quis comover e encorajar os leitores da sua obra graças ao seu testemunho.

No livro, é-nos, retratada da forma mais verdadeira e real a vida da autora que, na primeira pessoa, nos dá o próprio testemunho, aos 14 anos, em plena adolescência, ao ter sido confrontada com uma terrível doença – um linfoma.

Ana, a autora, vivia em Montemor-o-Novo com a sua mãe, sendo que o pai se encontrava na Suíça tentando ganhar dinheiro para sustentar os estudos da irmã mais velha de Ana – a Filomena, que havia ingressado no ensino superior.

Ana era uma criança normal, cheia de energia e com resultados escolares excelentes. Sem ser previsível, aos poucos essa normalidade sofre algumas quebras. Um dia, subitamente, aparecem os sinais da sua doença. Surge-lhe no lado direito do seu pescoço um enorme e escuro inchaço e é aqui que começa o pior ano da sua vida, que Ana descreve deste modo: “O ano de 1988 entrou de mansinho. Frio e chuvoso. Estava longe de imaginar que este iria ser o ano que mudaria toda a minha vida.”

Ana é posta à prova e terá de lutar contra um cancro. Ao longo da sua luta vê partir muita gente – inclusive a sua avó paterna. Apesar disto, mostra-nos a sua força e coragem e deixa a prova de que quando se quer e se tem força de vontade, dum jeito ou outro, tudo se consegue, pois, enquanto luta, Ana, estuda e consegue licenciar-se no Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa.

Ao percorrer as páginas deste livro deixamos cair a mais sentida lágrima e terminamos largando o maior sorriso. Percebemos que ninguém merece aos 14 anos uma cruz assim, e do mesmo modo, não é permitido a alguém com esta idade desistir de lutar pela vida, e Ana luta, luta até ao fim! E vê a sua luta ser recompensada quando consegue ter a enorme felicidade de trazer um filhote ao mundo. E esse é um grande exemplo de vida!

É uma história real, dura, com muitas lágrimas, sofrimento, tristeza, dúvidas, mas acima de tudo uma história de coragem, em que se prova que a palavra "cancro" nem sempre tem de ser associada à morte.

A sua irmã relembra no prefácio deste livro, ao qual chamaram “um Abanão na Vida entre os Solavancos do Metro”, a sua rotina desde que a irmã deu entrada no Instituto de Oncologia de Lisboa e é um pedacinho desse prefácio carregado de dor que transcrevo a seguir para que possa despertar a vontade de devorar esta autobiografia com tanto a transmitir: «Há um mês, mais ou menos, que a minha rotina era a mesma. Mecânica. Levantar às 7h30, despachar-me, engolir um iogurte, (…) entrar na faculdade, aulas durante a manhã, (…) às duas a sandes ou a sopa no bar, despois fazer o resto da Avenida de Berna até ao IPO, subir as escadas do pavilhão e ir ver a Ana, pálida, magra, e a minha mãe ao lado, desolada, desesperada. (…) Naquele momento tudo se tornou real, estava a acontecer-me, a mim, a ela. A Ana, a Ana que eu me lembro do dia em que nasceu na casa de banho lá de casa e na correria a que me obrigou para chamar a parteira da frente e o médico; a Ana que eu procurei desesperadamente aos dois anos porque tinha atravessado, a gatinhar, para o outro lado da estrada e estava a meio das íngremes escadas da vizinha da frente; a Ana, teimosa, que insistiu, aos três anos, com um «não xaio» do meio da rampa onde eu me lançava a velocidades vertiginosas até ao barracão dos camiões, e tive de passar-lhe com a bicicleta por cima; a Ana a quem eu pontapeava por baixo da cortina da camilha da cozinha, que servia de mesa de refeições, só para a ouvir dizer «oh mãe olha lá ela» até que se mudou a configuração dos lugares; a Ana que eu ajudava a atirar a comida do almoço pelo cano do quintal, só para irmos brincar mais um bocadinho; a Ana, a Ana podia morrer.» 
                                                       Joana Teixeira, 10º CT4

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O que pensam os nossos alunos da BE

A nossa nova Biblioteca já regista movimento...A pouco e pouco vai ganhando vida, os alunos criam vínculos com o espaço novo ao procurarem-no para estudar, ler revistas e pesquisar. Se nas estantes muitos livros ainda aguardam o seu lugar definitivo, pelo menos, os alunos procuram, já, o seu cantinho...
Num dia qualquer encontramos o Filipe, o Bruno e o Pedro, da turma 11º PTGEI. Muito sérios, quase nem deram pela máquina fotográfica...
"Dá gosto trabalhar aqui"; Espaçosa"; "Organizada"



Depois encontramos a Natália e o Luís, do 11º PTC, que trabalhavam, muito concentrados, para Economia...
"Agradável"; Boa visibilidade; "Bonita"
E também o Pedro e a Sara, do 10º CT4, que se intimidaram com a máquina, mas lá continuaram o seu estudo organizado...
"É um espaço maior e  mais agradável"; Tem mais espaço para trabalhar"

domingo, 20 de janeiro de 2013

Está no Google?? Então pode não ser verdade!!

Como sabes, nem toda a informação que circula na internet é fiável. Muito lixo é descarregado lá, sem qualquer critério seguro, Quando tiveres que fazer uma pesquisa na internet deves seguir algumas regras:
  • Pede ao professor responsável pela pesquisa que te forneça sites fidedignos sobre o tema que vais procurar;
  • Ao procurar a informação, repara se o site que a aloja é de uma instituição, jornal, revista, escola, ou outro reconhecido;
  • Cuidado com os blogs e sites pessoais. Nada te garante que o autor dessas páginas seja "autoridade" sobre o assunto que procuras;
  • Compara informação quando tiveres dúvidas.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Uma anedota por dia...

         Piada para o dia 19 de janeiro

     Dois cavalos vão visitar um Jardim Zoológico.         
   Ao passarem pela cerca das zebras, um deles sussurra:  
- Olha, aqui é onde metem os presos.

       outras anedotas para os restantes 364 dias do ano, no livro     + 365 Piadas
        

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A ler...Saramago

 (...) A empregada devolveu o troco. Aqui está, disse, espero que vá gostar dos nossos concertos, suponho que é a primeira vez, pelo menos não me lembro de a ter visto aqui, e olhe que tenho um excelente memória para fisionomias, nenhuma me escapa, também é certo que os óculos alteram muito a cara da gente, sobretudo se são escuros como os seus. A morte tirou os óculos, E agora que lhe parece, perguntou, Tenho a certeza de nunca a ter visto antes, Talvez porque  a pessoa que tem diante de si, esta que sou agora, nunca tivesse precisado de comprar entradas para um concerto, ainda há poucos dias tive a satisfação de assistir a um ensaio de uma orquestra e ninguém deu pela minha presença. Não compreendo, Lembre-me para que lho explique um dia, Quando, Um dia, o dia, aquele que sempre chega. Não me assuste. A morte sorriu o seu lindo sorriso e perguntou, Falando francamente, acha que tenho um aspecto que meta medo a alguém, Que ideia, não foi isso que quis dizer, Então faça como eu , sorria e pense em coisas agradáveis(...)

                                                           As Intermitências da Morte, José Saramago

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A alegria dos Livros

As portas fecham-se, as luzes apagam-se e os mundos contidos nas páginas dos livros entram em frenesim, à espera que o novo dia lhes traga um leitor.





domingo, 13 de janeiro de 2013

O que andas a ler?

Desta vez deixamos aqui o contributo de um aluno,o que é raro!Os rapazes são mais tímidos a participar neste blog...O Samuel, aluno de Humanidades enviou-nos o seguinte comentário ao livro Os filhos da Droga.
Esta obra autobiográfica escrita por Christine F. fala-nos da sua vida enquanto criança e adolescente, e da sua relação com as drogas. O livro começa a falar de uma grande mudança. Christine que tinha acabado de fazer 6 anos, iria mudar-se de uma pequena aldeia para uma grande cidade chamada Berlim com os pais e a irmã mais nova. Os pais de Christine tinham como plano começar um negócio próprio lá. Pouco depois da mudança o negócio dos pais foi-se abaixo, deixando o pai de Christine no desemprego, tornando-se cada vez mais agressivo (ao ponto de bater nas suas 2 filhas e mulher). Face a isto, a mãe de Christine pediu o divórcio, pelo qual Christine e a irmã se separaram, tendo Christine ido viver com a mãe e a sua irmã com o seu pai. Entretanto, Christine tentava integrar-se num grupo de jovens, junto de Detlef (seu futuro namorado), Axel, Babsi, Atze, Zombie e Stella. Primeiro começou por faltar às aulas, a fumar e beber nos intervalos da escola, até que ela e o seu grupo de amigos decidiram experimentar uma nova droga que circulava pelas ruas de Berlim. Chamavam-lhe “H” ou Heroína, era conhecida pelo seu poder viciante e pelo seu elevado risco de morte. Porém, Christine (com apenas 13 anos) e seus amigos acabaram por se viciar nesta droga. Aos 14 anos, Christine e os seus amigos ficam sem dinheiro para continuar a comprar drogas, decidindo começar a prostituir - se numa estação abandonada perto de um zoo. De início ela escolhia os clientes, mas depois com a necessidade de consumir droga 3 vezes ao dia começou a aceitar qualquer cliente que se apresenta-se. Não continuarei a dizer mais sobre a história e deixarei à vossa escolha se querem saber o final.
Aconselho este livro a toda a gente porque fala de uma história verídica e actual, ou seja, das verdadeiras consequências das drogas para o nosso corpo (apesar de viva, Christine sofre de graves problemas e todos os seus amigos que continuaram a consumir heroína acabaram por morrer). 
                                                                            Samuel Varejão - 10º CLH1

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Anna Karenina

Para ver no cinema, uma adaptação de uma obra de um escritor russo, Lev Tolstoi, Anna Karenina
Escrito no sec.XIX, Tolstoi debruça-se sobre um dos seus temas favoritos, a hipocrisia da sociedade russa, na qual homens e mulheres frequentemente mantém relações extraconjugais com a aprovação de todos, mas reservando-se o direito de excluir a mulher dos círculos sociais. Anna abandona o marido Karenin e seu filho, rompendo com o papel primordial da mulher: o de esposa e mãe. Infringe uma instituição sagrada, como é o vinculo matrimonial, para fugir e viver como amante de um homem (Vronsky) pelo qual se apaixonou. Anna representa a crítica mais feroz e ao mesmo tempo a demonstração de todos os subterfúgios e as mentiras nas quais se fundamenta uma certa classe social russa. Por isso, a própria sociedade tem a necessidade de esconder Anna, ocultando assim os seus próprios pecados.
 E mesmo com sua linguagem datada, este clássico, com os dramas e as escolhas pessoais das suas personagens,  faz- nos refletir acerca do que existe de mais complexo e mais envolvente – as relações humanas dentro do mundo que criamos ou no qual somos obrigados a viver.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dia do leitor

(Foto: Veja São Paulo)
                                                 Leitor: co-autor do texto  
                                  ( Lêdo Ivo - escritor brasileiro, 1924-2012)

O que que andas a ler?



Mais uma vez damos voz aos alunos, razão da existência deste blog.  
 A Marlene é uma aluna comprometida com a leitura e nossa assídua colaboradora. Deixamos aqui a sua última crítica literária.
Li livro há algum tempo, no entanto, foi um dos melhores livros que li até hoje.
Trata-se de um livro apelativo ao olhar, tem uma capa muito chamativa que porém, dá-nos uma ideia completamente errada acerca da história.
A história é baseada em acontecimentos verídicos e centra-se na personagem de Mary.
Em finais do Século XVIII, Mary deixa a casa dos pais e parte em busca de uma vida diferente. Por inocência e desconhecimento confia nas pessoas erradas e vê-se envolvida num roubo. Acusada e condenada à forca, Mary inicia a aventura de uma vida.
Apesar de uma aparência franzina, Mary demonstra uma enorme força interior e um instinto de sobrevivência esmagador.
Os relatos do dia-a-dia nas prisões são impressionantes e as péssimas condições de vida dos condenados são descritas de uma forma crua.
Este livro aborda também a história dos pioneiros a desembarcar na Austrália e das primeiras pessoas a contribuir para a existência da Austrália actual. De facto, Mary é, juntamente com tantos outros condenados, poupada à forca e deportada. Inicia-se uma viagem sem quaisquer condições sanitárias, numa época em que os direitos humanos não tinham significado e os prisioneiros eram considerados lixo.
A viagem no navio é uma privação de tudo o que consideramos hoje essencial. O instinto de sobrevivência de Mary começa a apurar-se e, apesar do seu comportamento exemplar, não hesita em fazer de tudo para obter privilégios tão simples como tomar um banho ou comer uma laranja.
Fazem-se amizades, nascem crianças, há casamentos, morrem pessoas…
Um livro que nos faz meditar sobre a força de vontade e da determinação. O desejo de liberdade de Mary move-a a percorrer o mundo, a lutar com todas as forças para defender aqueles que ama. O que é afinal perder quando já se tem tão pouco? E quando não resta mais nada é possível recomeçar?
Este livro fez-me pensar nas condições existentes nas prisões no século XVIII e faz-me lamentar a forma desumana como os presos eram tratados naquela época mas também mostrou-me que a persistência e a força de vontade são essenciais para nos mantermos fiéis a nós próprios em situações tão complicadas como a qual Mary se deparou. 
Por tudo isto, aconselho vivamente as pessoas a ler este livro pois garanto que não se vão arrepender e que irão ficar vidrados na leitura deste livro.

                                                             Marlene Filipa Teixeira Gonçalves -  12ºPTT

domingo, 6 de janeiro de 2013

Em tempo de Reis...

(...) E no palácio o rei disse aos seus guardas:
– Ide e procurai nas ruas um homem jovem magro, vestido de farrapos e que tem os olhos cheios de tristeza e de paciência.
Porém, ao cair da tarde, os guardas voltaram e disseram:
– Encontrámos tantos homens esfarrapados, tristes e pacientes que não soubemos distinguir aquele que tu procuras.
Por isso na manhã seguinte o rei Baltasar, tendo despido os seus vestidos de púrpura, envolveu-se num manto de estamenha e saiu sozinho do palácio para procurar o homem.
Desceu pelas ruelas estreitas da encosta, e, longe das grandes avenidas triunfais onde a brisa faz sussurrar as folhas duras das palmeiras, percorreu longamente os bairros pobres da beira do rio. Os carregadores do cais ergueram para ele a face sombria, e o homem que vendia os sapatos de corda poisou no olhar do rei o seu olhar cansado. Viu homens dobrados sob os fardos, viu os que puxavam carroças como bois, lentos e pacientes como bois, viu os que usavam grilhetas nos pés, viu os que deslizavam rente às paredes, silenciosos como
sombras, viu os que gritavam, os que choravam, os que gemiam.(...)

                           Sophia de Mello Breyner Andresen, Os Três Reis do Oriente

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Ano Novo, Blog novo! Manteremos o mesmo dinamismo, agora em novo formato!
Para já, desejamos a toda a comunidade educativa um Bom Ano 2013, com muitas e boas leituras!