segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O que que andas a ler?



Mais uma vez damos voz aos alunos, razão da existência deste blog.  
 A Marlene é uma aluna comprometida com a leitura e nossa assídua colaboradora. Deixamos aqui a sua última crítica literária.
Li livro há algum tempo, no entanto, foi um dos melhores livros que li até hoje.
Trata-se de um livro apelativo ao olhar, tem uma capa muito chamativa que porém, dá-nos uma ideia completamente errada acerca da história.
A história é baseada em acontecimentos verídicos e centra-se na personagem de Mary.
Em finais do Século XVIII, Mary deixa a casa dos pais e parte em busca de uma vida diferente. Por inocência e desconhecimento confia nas pessoas erradas e vê-se envolvida num roubo. Acusada e condenada à forca, Mary inicia a aventura de uma vida.
Apesar de uma aparência franzina, Mary demonstra uma enorme força interior e um instinto de sobrevivência esmagador.
Os relatos do dia-a-dia nas prisões são impressionantes e as péssimas condições de vida dos condenados são descritas de uma forma crua.
Este livro aborda também a história dos pioneiros a desembarcar na Austrália e das primeiras pessoas a contribuir para a existência da Austrália actual. De facto, Mary é, juntamente com tantos outros condenados, poupada à forca e deportada. Inicia-se uma viagem sem quaisquer condições sanitárias, numa época em que os direitos humanos não tinham significado e os prisioneiros eram considerados lixo.
A viagem no navio é uma privação de tudo o que consideramos hoje essencial. O instinto de sobrevivência de Mary começa a apurar-se e, apesar do seu comportamento exemplar, não hesita em fazer de tudo para obter privilégios tão simples como tomar um banho ou comer uma laranja.
Fazem-se amizades, nascem crianças, há casamentos, morrem pessoas…
Um livro que nos faz meditar sobre a força de vontade e da determinação. O desejo de liberdade de Mary move-a a percorrer o mundo, a lutar com todas as forças para defender aqueles que ama. O que é afinal perder quando já se tem tão pouco? E quando não resta mais nada é possível recomeçar?
Este livro fez-me pensar nas condições existentes nas prisões no século XVIII e faz-me lamentar a forma desumana como os presos eram tratados naquela época mas também mostrou-me que a persistência e a força de vontade são essenciais para nos mantermos fiéis a nós próprios em situações tão complicadas como a qual Mary se deparou. 
Por tudo isto, aconselho vivamente as pessoas a ler este livro pois garanto que não se vão arrepender e que irão ficar vidrados na leitura deste livro.

                                                             Marlene Filipa Teixeira Gonçalves -  12ºPTT

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