terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Anna Karenina

Para ver no cinema, uma adaptação de uma obra de um escritor russo, Lev Tolstoi, Anna Karenina
Escrito no sec.XIX, Tolstoi debruça-se sobre um dos seus temas favoritos, a hipocrisia da sociedade russa, na qual homens e mulheres frequentemente mantém relações extraconjugais com a aprovação de todos, mas reservando-se o direito de excluir a mulher dos círculos sociais. Anna abandona o marido Karenin e seu filho, rompendo com o papel primordial da mulher: o de esposa e mãe. Infringe uma instituição sagrada, como é o vinculo matrimonial, para fugir e viver como amante de um homem (Vronsky) pelo qual se apaixonou. Anna representa a crítica mais feroz e ao mesmo tempo a demonstração de todos os subterfúgios e as mentiras nas quais se fundamenta uma certa classe social russa. Por isso, a própria sociedade tem a necessidade de esconder Anna, ocultando assim os seus próprios pecados.
 E mesmo com sua linguagem datada, este clássico, com os dramas e as escolhas pessoais das suas personagens,  faz- nos refletir acerca do que existe de mais complexo e mais envolvente – as relações humanas dentro do mundo que criamos ou no qual somos obrigados a viver.


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