segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Reflexões sobre a Arte do Desassossego


«(...) A arte da escrita...não aquela escrita que vem nos jornais de desporto ou nas revistas ‘cor-de-rosa’ , a escrita dos poetas, romancistas, cronistas, dos filósofos! Encarada como uma tentativa de sossegarem as suas inquietações e confusões do pensamento, estes pensadores/escritores ou escritores/pensadores vão ficando cada vez mais inquietos, nunca permanecendo saciados ou sossegados com o aumento das questões após cada resposta.
E o leitor, entendendo-se por leitor, aquele que encara com uma postura crítica aquilo que lê, desassossega também, quase como o autor, refletindo no significado das palavras, tentando interpretá-las. E nesse labirinto muitos se perdem. Alguns desistem. Desistem das dúvidas, do filosofar, de apreciar a Filosofia. Desistem pela fraqueza do seu pensamento, acomodando-se.
(...) E é desolador saber que nunca compreendemos a totalidade, tudo o que as palavras do autor oferecem, e, muito menos, tudo o que o autor tem para oferecer... porque não existem palavras capazes de definir sentimentos tão abstratos por serem tão fortes que desencadeiam o filosofar e a sua apreciação.
Tentamos chamar-lhe revolta, desassossego, euforia, felicidade, raiva...mas sabemos que é mais do que isso. O que nos leva a filosofar são os pensamentos por si só, mas também os sentimentos que eles nos proporcionam e sejam quais forem, dadas as dúvidas infinitas, vai ser sempre desassossegadamente.»
Susana Lopes, 11º CT1
 
 
«No fundo, a arte de Saramago era essa, a de estimular o desassossego.»

Juliana Teixeira, 11º CT2


«Viver desassossegado é reagir, é pensar, é questionar.»

Inês Rodrigues, 11º CLH2
 
«José Saramago fala num desassossego profundo e vagabundo.»
Diana Pereira, 11º AV

«A filosofia é a materialização do pensamento e o desassossego é o agir em sua conformidade.»

Maria Helena Pinto, 11º CLH2
 

«O desassossego é uma forma de nos tornarmos críticos incondicionais e racionais, logo, é uma forma de aprendermos a filosofar.»
Daniel Anjos, 11º CT2

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